Só faltava agora Migalhas dizer que o escritor Machado de Assis também falou do reconhecimento de presos por imagens. E não é que falou mesmo... Com efeito, numa interessante crônica, o Bruxo do Cosme Velho narra o caso de um acusado que tinha sido reconhecido pela tatuagem no corpo. A crítica machadiana era à influência de Cesare Lombroso na criminologia brasileira. O vetusto italiano tinha a tese do criminoso nato. E falava que os facínoras podiam ser reconhecidos por traços ou defeitos físicos, como também pelas tatuagens ("L'Uomo delinquente"). Machado de Assis, por seu turno, abominava esse raciocínio. Enfim, tudo isso, como se sabe, está em Código de Machado de Assis.
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